Práticas Restaurativas - Restaurando a prática
- Professores Perdidos
- 14 de ago. de 2024
- 3 min de leitura

Você já ouviu falar das Práticas Restaurativas? Você sabia que elas podem ser fortes aliadas em momentos de dificuldade para o profissional da educação? As Práticas Educativas fazem parte das tantas metodologias educacionais que podemos encontrar, ela se propõe (através do ensino e da aprendizagem) a produzir o restabelecimento de relações, ampliação de diálogos e abertura de novos caminhos.
Foi nos anos 70, na Nova Zelândia, inspiradas no fazer jurídico das tribos maori que as Práticas Restaurativas surgiram. Como você pôde perceber, ela tem sua origem na área da justiça, ou seja, é usada em alguns locais legalmente como meio para promover uma resolução de conflitos que visem a igualdade. De que modo então ela pode nos ajudar? Vamos olhar quais pontos essa metodologia (que surgiu no jurídico) pode auxiliar nós professores no ensino e na aprendizagem.
Bastão da fala/Objeto da fala: Os envolvidos na aula só poderão falar caso estejam com o bastão. A proposta é que seja lançada uma pergunta ou provocação e o bastão passe de mão em mão para que quem estiver com ele possa responder, quem não estiver com ele precisa prestar atenção na fala do outro. Atenção: não use essa técnica com muita frequência, use para momentos chave, ela tende a funcionar mais (experiência própria)
Círculo: na Prática Restaurativa o círculo é essencial, pois dá voz igual a todos. Ele deve funcionar da seguinte forma:
Passo 1: Recolher todas as informações e estabelecer as regras;
Passo 2: Realizar a dinâmica propriamente dita, mediar o conflito, produzir um plano de ação;
Passo 3: Acompanhar se a ação escolhida está acontecendo.
Aula pautada em perguntas: você irá promover questionamentos, pois eles serão a base de provocação para novos caminhos, já pensou em começar a aula pedindo o que os estudantes sabem sobre aquele conteúdo?
Conhecer a realidade do estudante: as perguntas feitas podem ser sobre o aluno também, o círculo é um momento para conhecer as diferentes realidades presentes na sala. Esse ponto é fundamental, pois ao conhecê-los conseguimos ser um professor facilitador.
Mediação de conflitos: as Práticas Restaurativas são essenciais nessa mediação, aqui o professor é um facilitador da resolução do conflito, perguntamos sobre o ocorrido, fazemos os dois lados ouvirem a história, ajudamos a encontrar uma solução (Você se interessou sobre este ponto? Comente no post para vir um texto apenas sobre esse ponto)
Trazer materiais que provoquem o diálogo: para ajudar você pode usar materiais (como chamamos em História: as fontes) que vão despertar a conversa saudável em sala.



Muito bom poder visualizar essas possibilidades. Funcionou bastante o círculo em algumas turmas que trabalhei.